A halitose afeta cerca de 25% da população portuguesa e pode ter um impacto significativo na vida social e profissional. Na maioria dos casos, a causa é oral e tratável.
Causas orais (90% dos casos)
- •Língua saburrosa: A principal causa. Bactérias acumulam-se na parte posterior da língua, produzindo compostos sulfurados voláteis com odor desagradável.
- •Doença periodontal: Gengivite e periodontite criam bolsas onde bactérias proliferam e produzem mau odor.
- •Cáries extensas: Cavidades profundas retêm restos alimentares e bactérias.
- •Próteses mal higienizadas: Próteses removíveis acumulam bactérias se não forem limpas adequadamente.
- •Boca seca (xerostomia): A saliva tem função de limpeza. Medicamentos, respiração oral ou doenças podem reduzir a produção salivar.
Causas não orais (10% dos casos)
- •Problemas gastrointestinais (refluxo)
- •Sinusite crónica
- •Amigdalite com cáseos
- •Diabetes descompensada
- •Insuficiência renal ou hepática
Diagnóstico
O dentista pode avaliar a halitose com: - Teste organolético (cheirar o hálito) - Halímetro (mede compostos sulfurados) - Exame periodontal completo
Tratamento
- **Higiene da língua**: Use raspador lingual diariamente
- **Tratamento periodontal**: Destartarização e alisamento se necessário
- **Tratamento de cáries**: Eliminar focos de infeção
- **Hidratação**: Beber água frequentemente
- **Colutório específico**: Com cloreto de zinco ou clorexidina
- **Probióticos orais**: Evidência crescente de eficácia
Mitos sobre o mau hálito
- •Pastilhas e sprays apenas mascaram temporariamente
- •O mau hálito raramente vem do estômago
- •Colutórios com álcool podem agravar a secura oral